Rumo à guerra civil em Espanha: a oposição entre esquerda e direita
A guerra civil espanhola, também conhecida como guerra de Espanha, começou em 1936, na sequência do golpe de Estado liderado pelo general Francisco Franco. Mas, como acontece em muitos conflitos internos, as suas causas vinham de muito antes. A sociedade espanhola estava profundamente dividida, fragilizada por décadas de tensões sociais, económicas e políticas.
Em 1931, a proclamação da II República colocou os republicanos no poder, depois de um período marcado pela ditadura. No entanto, esta mudança política não foi suficiente para pacificar o país. Pelo contrário, as tensões continuaram a crescer e a oposição entre esquerda e direita tornou-se cada vez mais intensa.
Um golpe de Estado militar que desencadeia a guerra civil em Espanha
Em 1934, a situação agravou-se com a revolta dos mineiros das Astúrias, uma região espanhola. A repressão foi brutal e deixou mais de 1.000 mortos, aumentando ainda mais o fosso entre os diferentes campos políticos. A partir desse momento, os apoiantes da direita e da esquerda passaram a confrontar-se de forma cada vez mais aberta.
A vitória da Frente Popular nas eleições de 1936 não acalmou o país. Pelo contrário, a tensão tornou-se explosiva. A 17 de julho, o general Francisco Franco assumiu a liderança de uma insurreição militar e tentou tomar o poder. O governo republicano resistiu, mas o conflito transformou-se numa guerra total entre nacionalistas e republicanos.
A guerra prolongou-se durante três anos e provocou cerca de 400.000 mortos. Em 1939, terminou com a vitória dos nacionalistas liderados por Franco, abrindo caminho a uma longa ditadura.
A saber
A ditadura instaurada por Franco após a guerra civil em Espanha durou 36 anos. Só depois da sua morte é que o país iniciou uma transição democrática.