Depois de anos de guerra e privações, os franceses começaram a recuperar o gosto por uma vida mais tranquila. Um espírito completamente novo parecia soprar sobre o país. Paris tornou-se o epicentro dessa atmosfera alegre e festiva que despontava no início da década de 1920.
Artistas, pintores e profissionais do espetáculo voltaram ao centro da vida pública e, impulsionados por uma nova dinâmica vinda dos Estados Unidos, transformaram profundamente o ambiente cultural do período anterior à guerra.

Os Anos Loucos e a criatividade em todas as suas formas
A efervescência dos anos 1920 foi marcada por diversas novidades, como a popularização do jazz, do rádio, do cinema e dos eletrodomésticos.
Em Paris, o bairro de Montparnasse simbolizava essa renovação, na qual o prazer e a exuberância eram elevados à condição de estilo de vida. Foi a época de Joséphine Baker, do movimento Art Déco, das criações de Coco Chanel e de muitas outras expressões culturais inovadoras.
Conquistados por essa onda de euforia criativa e libertadora, muitos americanos aproveitaram o ambiente acolhedor e decididamente moderno da capital francesa antes de regressarem a um país marcado pela Lei Seca e pelo conservadorismo.
A crise de 1929 encerrou os Anos Loucos
Embora os Anos Loucos tenham começado no início da década de 1920, esse período terminou com a crise de 1929 e a quebra da Bolsa de Wall Street, cujas consequências se espalharam por toda a Europa.
Depois de uma fase de expansão e entusiasmo, os franceses passaram a enfrentar uma grave crise econômica.