Técnica: princípio do microscópio ótico
O microscópio ótico funciona com luz e possui duas lentes principais:
• a objetiva, que amplia o objeto observado e pode ter diferentes níveis de ampliação;
• a ocular, que faz com que os raios cheguem ao olho de forma paralela, tornando a observação mais confortável.
Outros elementos ajudam a melhorar a qualidade da observação. O diafragma regula a quantidade de luz, enquanto os botões de focagem, ligados a um sistema de cremalheira, permitem ajustar a nitidez da amostra colocada na platina porta-amostras.
A resolução de um microscópio ótico não pode ultrapassar 0,2 micrómetro, pois é limitada pela difração da luz. Algumas técnicas permitem aproximar-se desse limite, como o uso de uma objetiva de imersão em óleo ou a redução do comprimento de onda da luz, embora esta permaneça limitada ao espectro visível.
Utilização do microscópio ótico
O microscópio ótico permite observar organismos vivos, como bactérias, leveduras e organismos unicelulares, mas também amostras fixadas, como cortes de tecidos, à escala celular. Também é utilizado em áreas como a física dos materiais e a geologia.
Como os objetos iluminados ficam muito claros, muitas vezes é necessário recorrer à coloração dos tecidos para os observar melhor. Estas técnicas de coloração também ajudam a identificar estruturas específicas ou a diferenciar organismos semelhantes, como acontece com a coloração de Gram nas bactérias. Isso deve-se ao facto de nem todos os tecidos fixarem a coloração da mesma maneira.
Hoje, existem várias variantes baseadas na microscopia ótica, incluindo contraste de fase, fundo escuro, luz polarizada, fluorescência e microscopia confocal.
Quais são os outros tipos de microscópios?
- Microscópio eletrónico de transmissão (MET): usa um feixe de eletrões para produzir uma imagem de alta resolução de amostras muito finas. É muito utilizado para estudar a estrutura interna das células e de amostras biológicas à escala nanométrica.
- Microscópio eletrónico de varrimento (MEV): percorre a superfície da amostra com um feixe de eletrões e deteta sinais de retrodispersão. Com isso, cria uma imagem tridimensional da superfície da amostra com elevada resolução.
- Microscópio de força atómica (AFM): utiliza uma ponta extremamente fina para percorrer a superfície da amostra e detetar forças atómicas. Assim, permite criar uma imagem topográfica à escala atómica. O AFM é frequentemente usado para estudar a morfologia e as propriedades das superfícies à escala nanométrica.