Funcionamento do GPS
O funcionamento do GPS assenta na medição da distância entre um recetor e vários satélites. Estes estão distribuídos de forma que 4 a 8 deles estejam sempre visíveis. Cada satélite emite um sinal, captado na Terra pelo recetor, o que permite medir com grande precisão a distância entre o emissor e o recetor, graças ao tempo que o sinal demora a percorrer esse trajeto.
Com a receção dos sinais de quatro satélites, três para obter o ponto de interseção das três esferas e um quarto para sincronizar o tempo, o recetor móvel consegue calcular a sua posição geográfica por triangulação.
Precisão do GPS
A precisão do GPS foi voluntariamente degradada pelo exército americano até 2000. Atualmente, situa-se na ordem do metro, embora dependa do equipamento utilizado e do número de satélites visíveis.
Recetor GPS
A combinação de um recetor GPS com um software de cartografia permite criar um sistema de orientação rodoviária eficaz, com visualização de mapa, indicação de direções e orientação áudio por síntese vocal. Esta tecnologia foi desenvolvida em várias formas: sistema integrado no automóvel, dispositivo autónomo com recetor incorporado, assistente pessoal ou smartphone associado a um recetor GPS.
O que é o GPS?
O GPS, ou Global Positioning System, significa literalmente «Sistema mundial de posicionamento». Por trás desta sigla está um sistema sofisticado de localização por satélites, criado nos Estados Unidos na década de 1970. Este sistema de geolocalização, hoje utilizado em todo o mundo, foi implementado pelo governo americano para fins militares, por iniciativa do Departamento de Defesa. A implantação dos satélites prolongou-se por mais de duas décadas, até atingir um total de 24 aparelhos em 1995.
Os dispositivos que utilizam esta tecnologia incluem um recetor GPS, que permite ao utilizador saber a sua localização em tempo real, independentemente da sua posição geográfica. Por extensão, o termo GPS também passou a designar um assistente de navegação, ou seja, um aparelho que integra a geolocalização por satélite. Para distinguir os dois conceitos, fala-se de «o» GPS quando se refere à tecnologia, enquanto «um» GPS corresponde a um assistente de navegação. A Europa também tem o seu próprio sistema de navegação por satélite, o Galileo.
Como funciona um GPS?
Os 24 satélites do GPS encontram-se em órbita. Movem-se continuamente à volta da Terra, seguindo 6 trajetórias diferentes. Em terra firme, um pequeno dispositivo chamado recetor GPS comunica com pelo menos 3 satélites. Esse aparelho mede a distância que o separa dos satélites através da trilateração. Com essas informações, consegue calcular as suas coordenadas, ou seja, a sua posição. A comunicação entre satélites e recetores é feita por sinais emitidos pelos próprios satélites. O recetor calcula a velocidade de propagação das ondas emitidas para deduzir a distância que os separa. No seu interior, existe um chip ou chipset, componente essencial para realizar estes cálculos.
Os sinais recebidos pelo recetor são processados por um terminal móvel. Pode ser um telemóvel ou um PDA. Esse terminal também armazena a cartografia, o que facilita ao utilizador saber onde se encontra e em que direção segue. Sem um software de navegação, os mapas não poderiam ser consultados. Esse software inclui um ou vários mapas de uma zona geográfica específica, geralmente um país ou um continente. Os assistentes de navegação são GPS autónomos, porque reúnem no mesmo dispositivo o software de navegação, o recetor e o terminal.
Para que serve um GPS?

O geoposicionamento por satélite permite conhecer a posição exata de uma pessoa ou de um objeto, com uma margem de erro maior ou menor conforme a qualidade do recetor utilizado, tanto em terra como no mar. No dia a dia, o GPS é muito usado por condutores de veículos motorizados para calcular itinerários. O recetor consegue medir a distância entre o ponto de partida e o destino, além de estimar o tempo necessário para percorrer esse trajeto.
Os GPS também são utilizados:
• para orientar pessoas com deficiência visual durante as suas deslocações;
• para encontrar locais precisos, como um posto de abastecimento perto de uma área de descanso, um supermercado ou o hotel onde reservou um quarto;
• no transporte aéreo e marítimo;
• no domínio militar.