Segundo os astrônomos, mesmo que o número de estrelas visíveis a olho nu seja ínfimo, haveria cerca de 10²³ estrelas no Universo.
As estrelas estruturadas em galáxias
As estrelas se organizam primeiro em galáxias, estruturas que se estendem por cerca de 100.000 anos-luz. Haveria entre 100 e 200 bilhões de galáxias no Universo tal como o conhecemos. Aquela da qual faz parte o Sistema Solar foi chamada de Via Láctea e reúne cerca de 100 bilhões de estrelas. A Via Láctea é uma galáxia espiral, mas as galáxias também podem ter forma elíptica ou até irregular.
As galáxias estruturadas em aglomerados de galáxias
As galáxias podem se ligar umas às outras por sua força de gravitação e formar aglomerados de galáxias com cerca de dez milhões de anos-luz. Aquele ao qual pertence a Via Láctea é chamado de “Grupo Local”. Entre as cerca de trinta galáxias que ele abriga, encontra-se em especial a famosa galáxia de Andrômeda. O Universo contaria com cerca de 25 bilhões de aglomerados de galáxias.

Os aglomerados de galáxias estruturados em superaglomerados
Os aglomerados de galáxias se organizam, por sua vez, em superaglomerados, estruturas colossais, da ordem de 150 milhões de anos-luz e compostas por várias dezenas de aglomerados cada uma. No Universo visível, haveria cerca de 10 milhões de superaglomerados.
A estrutura lacunar do Universo e o vazio cósmico
Além do aspecto quantitativo, aquilo que poderíamos chamar de “trama” do Universo se apresenta sob a forma de filamentos, como uma rede tridimensional semelhante a uma teia de aranha, como mostra a imagem acima.
Entre os superaglomerados, existem, portanto, imensas zonas de vazio. O Universo é “lacunar”, com regiões que, em alguns casos, alcançariam centenas de milhões de anos-luz. Segundo os astrônomos, essas zonas de vazio representariam cerca de 90% do volume total do Universo.