Luís XVI e Maria Antonieta: um casamento consumado tardiamente
Em 16 de maio de 1770, a arquiduquesa austríaca Maria Antonieta, então com 14 anos, e o delfim da França, futuro rei Luís XVI, com 15 anos, casaram-se durante uma cerimônia luxuosa.
Essa aliança matrimonial tinha como objetivo aproximar simbolicamente a França e a Áustria. No entanto, foi preciso esperar sete anos para que o casamento fosse consumado. O primeiro filho do casal nasceu apenas em 1778.
A quase ausência de relações íntimas e o pouco interesse de Luís XVI pela vida conjugal eram conhecidos na corte. Maria Antonieta chegou a reclamar em diversas cartas que se sentia negligenciada pelo marido.
Um casal unido durante a Revolução Francesa
Com o passar dos anos, Maria Antonieta passou a se isolar cada vez mais ao lado de seus amigos e cortesãos em seu refúgio no Petit Trianon. Enquanto isso, Luís XVI gostava de dedicar grande parte de seu tempo à caça, atividade que praticava várias vezes por semana.
Apesar de terem quatro filhos, foi somente com o início da Revolução Francesa, em 1789, que o casal desenvolveu uma verdadeira cumplicidade diante das adversidades.
Luís XVI e Maria Antonieta compartilhavam também uma concepção semelhante do poder real, que consideravam fundamentado na autoridade divina.
Uma relação conjugal fragilizada
Como sinal da fragilidade do casamento, era de conhecimento público que Maria Antonieta mantinha uma relação próxima com o oficial sueco Axel de Fersen, frequentemente apresentado como seu amante.
A relação entre os dois teria continuado até a morte da rainha, executada na guilhotina em 1793.